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terça-feira, 11 de outubro de 2011

COMUNICADO OFICIAL DE DESOCUPAÇÃO

MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA #PARALISARPARAMOBILIZAR

COMUNICADO OFICIAL DE DESOCUPAÇÃO

Hoje, dia 10 de outubro de 2011, às 14:00h o Coletivo #ParalisarParaMobilizar desocupou todas as instalações da UFRB. A desocupação se deu pelos seguintes motivos:
1) Acordo estabelecido entre a Reitoria e o coletivo de estudantes, no qual, a Reitoria propôs a discussão de 35 pontos do total de 106. A Negociação ocorreu nos dias 06 e 07 de outubro no prédio da PROGEP, após longo período de inércia, período esse em que o coletivo cobrou exaustivamente o restabelecimento da mesa.
2) Por considerar que os seguintes pontos são conquistas que não podem ser ignoradas:
• Transporte intercamp a ser implantado em primeiro de novembro de 2011;
• A garantia das 100 vagas de residentes para o CAHL com a aquisição de uma nova residência em caráter emergencial;
• Criação dos infocentros para o semestre 2012.1,
• A implantação de uma revista interdisciplinar com primeira edição marcada para dezembro de 2011;
• Que o escore não seja o pré-requisito para a manutenção das bolsas PPQ e garantia de aumento no número e valor das bolsas PPQ;
• Garantia de manutenção do auxílio emergencial durante os meses que antecedem o resultado do edital de permanência;
• Aquisição das primeiras obras da biblioteca básica do curso de letras;
• Isolamento acústico e instalação de ar condicionado no pavilhão de aula Leite Alves no CAHL;
• Discussão e criação de política de estágio;
• Garantia de compensação pedagógica para os cursos deficitários, já que falta estrutura para realização de aulas práticas.
3) A condição estabelecida no acordo de que a manutenção do atendimento aos 35 pontos de pauta estava condicionada à desocupação. O que mostra claramente o descompromisso da administração com as necessidades da Universidade, uma vez que as resoluções da pauta seriam inviabilizadas caso o coletivo não desocupasse. Desconsiderando a urgência de seu atendimento em virtude do sucateamento da UFRB, apontando a possibilidade de resolver os problemas e se negando a isso.
4) As negociações não se encerram com a desocupação. Retornará as atividades em 60 dias, tempo estipulado pela reitoria para encaminhar as resoluções dos pontos acordados.
Por fim, por estarmos cientes que nossas ações não se findam com a desocupação, pelo contrário, inicia-se mais um importante capítulo do movimento. Reafirmamos nosso compromisso com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia e com o povo do Recôncavo.
Assim, por entender o que de “fatos e dados” significa a expressão vocação democrática, que o Movimento Estudantil continuará autônomo e em luta em busca de construirmos uma educação verdadeiramente pública, de qualidade e socialmente referenciada.

Coletivo Paralisar para Mobilizar
Recôncavo da Bahia, 10 de Outubro de 2011

Abaixo, o acordo firmado:

Súmula das Reuniões realizadas na PROGEP em 06 e 07 de outubro de 2011, com vistas à desocupação dialogada da Reitoria e demais espaços da Universidade até o dia 10 de outubro de 2011

A mesa de negociação teve o objetivo de discutir a pauta entregue pelo movimento “ParalisarParaMobilizar” no dia 03 de outubro de 2011 contendo 106 itens. A referida pauta foi analisada pela Reitoria buscando criar condições para avançar no diálogo, permitindo que seja restaurada a normalidade quanto às atividades acadêmicas e administrativas da UFRB já a partir do dia 10 de outubro de 2011 – estando o seu reconhecimento com isso relacionado. Firmado o acordo entre as partes, a Administração Central não encaminhará processo judicial de reintegração de posse, bem como não admitirá nenhum tipo de perseguição ou retaliação política aos integrantes do Coletivo “ParalisarParaMobilizar”.
Quatro critérios foram usados para o posicionamento da reitoria sobre as reivindicações apresentadas pelo grupo de discentes, a saber: 1- pontos exeqüíveis em curto prazo; 2- aspectos que estão no âmbito de ação direta da Administração Superior; 3- Respeito à autonomia dos centros e dos Conselhos Superiores da Universidade e 4- Pontos que o coletivo destacou durante o processo.

Pontos discutidos e respectivos encaminhamentos:

Aumentar o período de inscrição dos editais de programas de permanência qualificada (PPQ), lançando-os com antecedência mínima de uma semana da matrícula com validade de documentação de dois meses.
a) Prorrogação das inscrições do edital referente ao Programa de Permanência Qualificada por uma semana após o retorno das atividades considerando o período letivo 2011.2. b) Considerar a validade da documentação exigida de dois meses. C) Lançar os editais dos Programas de permanência Qualificada com antecedência (mínima) de uma semana da matrícula à partir do período letivo 2012.1.

Construir/melhorar estruturas adequadas aos cursos do CETEC, CAHL, CCS, CFP e CCAAB.
a) Providenciar iluminação no campus de Cruz das Almas aumentando a segurança. B) Providenciar o isolamento acústico das salas do CAHL, bem como a instalação de ar condicionado. C) Construir um passeio de acesso ao campus de Amargosa (CFP) dentro do terreno da UFRB, considerando as normas de acessibilidade. d) Criar do Conselho de acessibilidade considerando a paridade na sua composição. E) restabelecimento da internet da casa dos diretórios, em Cruz das Almas. f) Prazo de 60 dias para a execução dos pontos acordados.

Ampliação do quadro docente permanente para todos os Centros.
Apresentar quadro atual de docentes lotados por Campi. Inclusão da meta e prazo de contratação de docentes. Prazo de 15 dias para apresentação das informações.

Discutir a política de expansão do REUNI na UFRB
a) Criar comissão para organizar seminário objetivando discutir a política de expansão do REUNI na UFRB considerando o período letivo 2011.2.

Convênios, parcerias, interação e cooperação efetiva e expressiva com empresas de extensão, escolas públicas, ONG’s, associações, cooperativas e outros segmentos de importância para a sociedade civil.
a) Criar comissão objetivando estabelecer Convênios, parcerias, interação e cooperação efetiva e expressiva com empresas de extensão, escolas públicas, ONG’s, associações, cooperativas e outros segmentos de importância para a sociedade civil. b) Incentivar estas ações como políticas de estágio e espaços de atividades de extensão. c) Implantação do Programa de Políticas de Estágio da UFRB no semestre 2012.1.

Ênfase ao contexto geográfico, ecológico, social, político, econômico e cultural dos territórios baianos. Sobretudo, as comunidades próximas da instituição.
Discutir nos Conselhos Superiores o conceito de Região de Aprendizagem que consta em todos os documentos da UFRB, de modo a que os nossos cursos e programas de extensão e pesquisa insiram ainda mais na sua dinâmica acadêmica o contexto geográfico, ecológico, social, político, econômico e cultural dos territórios baianos.

Volta da Semana Acadêmica para discutir a universidade e realizar uma gestão construída de forma participativa.
Encaminhar aos Conselhos Superiores proposta de realização da Semana Acadêmica, cuja organização conte com a participação de todos os segmentos da comunidade acadêmica.

Realizar e ampliar atividades de extensão, como troca de experiências e atividades educativas nas escolas públicas. Inclusive, capacitando e formando professores do quadro atual.
A Reitoria é favorável a essa proposta. Apoiará as atividades. Encaminhará uma proposta aos Conselhos Superiores, regulamentando a questão.
Determinar que a Pró-Reitoria de Extensão e Políticas Afirmativas e Assuntos Estudantis priorizem o apoio a atividades de extensão com as características ressaltadas.

Regulamentar a realização de atividades feitas por iniciativa própria dos estudantes com registro e fomento por parte do centro de ensino e/ou, pró-reitorias competentes, isentos de orientação docente.
A Reitoria é favorável a essa proposta. Apoiará as atividades. Encaminhará uma proposta aos Conselhos Superiores, regulamentando a questão.

Criação da Revista interdisciplinar para a publicação de artigos dos estudantes.
a) Constituição de Conselho Editorial da Revista entre os dias 10 e 16 de outubro de 2011, com a primeira publicação em dezembro de 2011.

Garantir intervalo entre ultimas avaliações e provas finais em no mínimo uma semana.
O calendário acadêmico é atribuição do Conselho Acadêmico. A Reitoria apoiará essa Proposta do Movimento Estudantil.

Criar mecanismos eficientes de avaliação qualitativa e permanente do trabalho dos professores, efetivando os já existentes com divulgação e discussão dos resultados com a comunidade acadêmica.
A Reitoria, bem como toda a comunidade acadêmica, apóia a criação de tais mecanismos, que deverão ser construídos pelos Conselhos Superiores, com a importante participação da APUR. Levaremos o assunto aos Conselhos Superiores e daremos ampla publicidade ao processo.

Fomentar pesquisas que interajam com problemas locais, produtores regionais e que tenham aplicação prática.
A Reitoria apressará a implantação do Programa bem como toda a comunidade acadêmica apóia a criação de tais mecanismos, que deverão ser construídos pelos Conselhos Superiores, com a importante participação da APUR. Levaremos o assunto aos Conselhos Superiores e daremos ampla publicidade ao processo.

Que o escore não seja utilizado como requisito para manutenção nos programas de permanência da PROPAAE.
A reitoria encaminhará para a Câmara de Políticas Afirmativas uma proposta de alteração da normativa 03/2011 que será construída com efetiva participação dos discentes.

Casa do Duca (Posse, reforma e estruturação do espaço)
a)Manter o aluguel da sede provisória da Casa do Duca;
b)Fazer contato com o Coordenador da equipe da UFBA responsável pela elaboração do projeto Arquitetônico de reforma da Casa do Duca objetivando consultar quanto ao prazo de execução do projeto, até dia 10 de outubro. c) Estipular prazo de licitação da obra de reforma.

Redutor de velocidade na Rodovia Amargosa – Brejões, Km dois, Barreiros/Amargosa –BA.
a) Prazo de trinta dias para o Poder Público construir os redutores, como ficou acordado com o município de Amargosa. Caso o município não execute a obra no prazo previsto a UFRB se responsabilizará pela realização da construção dos redutores.

Aumento no número de bolsas e do valor das mesmas.
a) Será aumentado o número de bolsas e o valor das mesmas após conclusão de estudo para avaliar em quanto poderá ser ajustado e ampliado. Prazo para apresentação do estudo: trinta dias. b) Está assegurado o direito de concorrer as bolsas de extensão, iniciação à docência e pesquisa a todos os estudantes assistidos pelos Programas de permanência da PROPAAE.

Aumentar a capacidade de atendimento do laboratório de informática
a) A Reitoria propõe a implantação de um sistema de empréstimo de notebooks e tablets por meio das bibliotecas, com possibilidade de financiamento por emenda parlamentar e aquisição pela UFRB com previsão para iniciar em março de 2012.
b) A PROPAAE e PROEXT negociará convenio com a SERPRO para implantação de 05 infocentros (1 em cada centro) com prazo de 30 dias para assinatura do convenio com A Coordenadoria Estratégica de Responsabilidade Social e Cidadania do SERPRO.
  
Ônibus gratuito intercampi a ser garantido aos estudantes itinerantes.
a) Assumido o compromisso em manter ônibus gratuito intercampi. Será apresentada uma proposta de funcionamento do sistema para ser debatida na próxima câmara intersetorial (19/10) com o indicativo de iniciar o funcionamento a partir do dia 01/11/2011.
b) Deverá ser elaborado um instrumento normativo para regulamentação do uso do serviço

Facilitar o acesso ao auxílio emergencial.
O pagamento do auxilio emergencial deverá ocorrer no máximo em 10 dias após a sua concessão e que deverá permanecer enquanto durar o processo de seleção do programa de permanência.

Reforma e ampliação do R.U (Restaurante Universitário) do Campus de Cruz das Almas, construção dos R.U’s dos campi de Amargosa, Santo Antônio de Jesus e Cachoeira, com administração exclusivamente pública e assegurando o modelo de Restaurante Popular para atendimento da comunidade acadêmica, ao público externo e garantindo a gratuita aos assistidos pelo PPQ.
A Reitoria assegura a implantação de Restaurantes universitários, em cada campi, de acordo com as prioridades posteriormente estabelecidas, iniciando as construções em 2012, para entrega em 2013, com indicativo de amplo debate do modelo definido como gestão pública estatal, auto sustentável, possibilitando a participação de empreendimentos econômico-solidário.

Construção de mais Residências Universitárias nos campi e ampliação do número de vagas de 44 para 100 vagas.
A reitoria assume construir residências que totalize 100 vagas em cada campus devendo apresentar um cronograma em 30 dias. No CAHL será mantida as 23 vagas da Residência Paraguassu; será entregue a nova com 44 vagas e mais 44 bolsas de auxílio moradia. Os auxílios moradia serão mantidos até o aluguel de uma nova residência provisória, quando 33 bolsistas serão realocados à citada residência.

Construção imediata das instalações zootécnicas
O processo licitatório foi concluído em 10/08/2011 (Conc. 03/2011), aguardando a apresentação por parte da vencedora das garantias prevista em lei, assinatura do contrato e emissão da ordem de serviço prevista para o dia 10/10/2011, quando então se instalará o canteiro de obras e o inicio da construção. Com garantia de compensação pedagógica, a ser discutida com o Colegiado do Curso.

Conclusão imediata da obra do hospital Veterinário (com transparência).
A empresa responsável pela construção não atendeu ao cumprimento do cronograma de execução e apresentou dificuldades financeiras para continuar com o contrato; não cumprindo os termos contratuais e a legislação (Lei 8.666/93), ocorreu por consequência a rescisão contratual. Para retomada das obras foram concluídos os estudos de recomposição orçamentária para nova licitação; todo o processo teve o acompanhamento de docentes do curso que contribuíram positivamente para melhor andamento e atendimento às condições ideais de funcionamento da estrutura para pequenos e grandes animais. O processo licitatório já foi publicado, e a abertura das propostas (Conc. 06/2011) deverá ocorrer no próximo dia 07 de novembro de 2011. Com garantia de compensação pedagógica, a ser discutida com o Colegiado do Curso.

Conclusão do pavilhão de Engenharia Florestal.
Com o término do contrato e verificando o não cumprimento do objeto, foram aplicadas as penalidades previstas na Lei (multas, expurgos de valores indevidos e notificação de impedimentos). Aproximadamente, 80% dos serviços total previstos foram executados; já estão sendo finalizados os estudos de recomposição dos itens não atendidos para novo procedimento administrativo de conclusão da obra, com previsão para o lançamento do edital no final de outubro de 2011. Com garantia de compensação pedagógica, a ser discutida com o Colegiado do Curso.

Elaboração e transparência dos projetos de laboratório e construção em tempo hábil para os cursos do CETEC.
A UFRB, por meio de licitação pública, contratou uma empresa especializada em projetos de arquitetura e engenharia com objetivo de apresentar os projetos (básico e executivo). Foi realizada a primeira revisão nos projetos com a participação dos docentes especialistas do CETEC, encaminhados a empresa para conclusão, elaboração de orçamento e especificações técnicas que possibilitará a publicação do processo licitatório, previsto para ainda este ano de 2011.

Conclusão das Unidades Acadêmicas do CETEC:
Já estão sendo finalizados os estudos de recomposição dos itens não atendidos para novo procedimento licitatório, previsto para o final de outubro de 2011, quando então será lançado o edital para conclusão dos laboratórios. A administração se compromete na liberação de espaços provisórios para alocar os equipamentos já comprados até o final de outubro de 2011, ou seja, acompanhando o período proposto para a entrega dos prédios administrativos do CETEC. A implantação de espaços temporários para funcionamento provisório destes laboratórios deverá ser discutido juntamente com o referido centro. Com garantia de compensação pedagógica, a ser discutida com os Colegiados dos Cursos.

 Construção de complexo poliesportivo/cultural em todos os campi. / Construção de espaço de convivência em todos os campi. /Construções de auditórios proporcionais às demandas dos campi.
Os itens acima deverão estar inseridos em um Plano Diretor de Desenvolvimento da UFRB, levando em consideração aspectos intrínsecos de meio ambiente, sustentabilidade, acessibilidade e viabilidade técnica, que poderá diferenciar-se para cada situação nos diferentes campi, com o compromisso de implantar estes espaços ao longo de 04 anos, de acordo com a dotação orçamentária da instituição.
Cria uma comissão junto à PROPAAE para viabilizar processo de implantação de espaços alternativos de convivência com meta de realização até o início do segundo semestre, 2012.2, com as seguintes indicações:
 a) Reforma da Quadra e do Campo de futebol do Campus de Cruz das Almas.
b) Instalações de assentos nos espaços coletivos nos Centros (será acordado com as Direções).
c) Palco para eventos no espaço “Escritório” no CAHL (será acordado com a Direção).
d) Quiosques na Lagoa do CFP (será acordado com a Direção).

 Conclusão do processo de urbanização do CFP
O campus de Amargosa está sendo atendido com obras e serviços de urbanização (Etapa 1), incluindo Pórtico de Entrada, gradil externo de segurança e limite territorial, estacionamento e rampas de acesso ao prédio administrativo que deverá ser concluído ao término da vigência do contrato em dezembro de 2011.

Construção do complexo didático-esportivo para o curso de educação física – CFP.
A UFRB, por meio de licitação pública, contratou uma empresa especializada em projetos de arquitetura e engenharia com objeto de apresentar os projetos (básico e executivo), orçamentos e especificações técnicas; O processo licitatório já foi concluído e a abertura das propostas (Conc. 05/2011) deverá ocorrer no próximo dia 04 de novembro de 2011. Com garantia de compensação pedagógica, a ser discutida com o Colegiado do Curso.

 Aquisição do acervo bibliográfico para o curso de letras.
a) Foi realizado o Pregão Eletrônico Nº 00018/2011 (SRP) com 130 títulos com o total de 2600 livros.b) Foi autorizada dispensa de licitação no valor até R$ 8.000,00 para compra emergencial de bibliografia básica do PPP do Curso de Letras/Libras.c) Impressão em mídia digital (DC) para ser distribuído para cada discente matriculado no curso de Letras do CFP com as bibliografias de Libras disponibilizadas digitalmente pelo MEC.

Comissão permanente de Negociação
a) Reuniões mensais para continuar as negociações da pauta apresentado pelo movimento estudantil b) Os dois primeiros meses serão para acompanhamento dos encaminhamentos do Termo de Acordo.

Descentralização do Sistema de Bibliotecas, criação do Sistema Alternativo de Empréstimos e aumento do acervo bibliográfico e audiovisual, com acesso total ao acervo pela comunidade acadêmica e sociedade civil (na forma de consulta), durante todo o ano.
 A Reitoria se compromete em apresentar um cronograma de realização integral do referido ponto na reunião seguinte da Mesa Permanente de Negociação.

Implantação da TV e Rádio Universitárias em parceria com a TVE Bahia/Educadora FM/IRDEB.

a) Criação do Conselho de Comunicação da UFRB; b) discussão da implantação dos referidos projetos (TV e Rádio).

Cessão de espaço físico para o movimento estudantil.
 a) Sede do DCE - viabilizar uma casa para o DCE da UFRB nos moldes das sedes da APUR e ASSUFBA. b) Gestão nos centros para viabilizar ampliação dos espaços dos DA(s) e CA(s).

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Moção de Apoio ao Coletivo Estudantil #ParalisarParaMobilizarUFRB

O Coletivo Nacional de Juventude Negra - Enegrecer que nasceu com o intuito de construir/participar de espaços democráticos na universidade, vem por meio desta declarar apoio ao Movimento Estudantil que de forma legítima, ocupou a reitoria da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia.
As universidades públicas continuam sendo uma das instituições mais antidemocráticas do país, onde os estudantes estão pouco representados nos órgãos que dirigem as instituições. Nelas ainda impera a representação de 70% de professores, a escolha de reitores é feita de maneira indireta, e submetida à escolha do/ a presidente/ presidenta da república.
Só com a democratização dessas estruturas toda comunidade universitária e a sociedade em geral poderão influenciar a discussão sobre a forma como os orçamentos das universidades são executados, garantindo assim, uma maior transparência com os recursos públicos.
Os últimos projetos de universidade do Brasil estão sendo criadas com a cara da população brasileira, cada vez mais popular, mais negra e feminina. No entanto na UFRB que tem 74% de estudantes das classes C, D e E, e 80 % dos estudantes se declaram afro-descentes, além do enorme contingente de mulheres, as quais não têm acesso à creche etc. não há uma política popular, uma instituição realmente popular além de garantir a ingresso d@s estudante tem que garantir acima de tudo a sua permanência.
Compreendendo a conjuntura em que a universidade foi criada, e atual situação em que se encontra, não poderíamos enquanto jovens cruzar os braços e deixarmos que mais uma vez os interesses da elite, ainda existente no âmbito acadêmico, rompa com esse projeto.  A falta de investimento em assistência estudantil, a precarização das condições básicas de aprendizagem (falta de salas, laboratórios, bibliotecas, etc.), são motivos suficientes para que o corpo estudantil se movimente e lute por uma educação de qualidade.
Queremos nos somar às lutas juvenis e ajudar a construir vitórias coletivamente. É de suma importância construir uma cultura revolucionaria e afrocentrada para todos os espaços de juventude. Então reforçamos nosso apoio e nos solidarizamos com o #ParalisarParaMobilizar.

“Eu não espero pelo dia em que todos os homens concordem.
Apenas sei de diversas harmonias bonitas possíveis sem juízo final.”
Caetano Veloso


Enegrecer - Coletivo Nacional de Juventude Negra 


Coordenadoria do Enegrecer Bahia.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Nota Pública à Comunidade Acadêmica da UFRB

Investindo na consolidação do diálogo entre os três segmentos da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, compreendendo o valor do exercício democrático dentro da Universidade, e reconhecendo a importância do retorno do diálogo, a APUR, ASSUFBA e o Coletivo Estudantil #ParalisarParaMobilizar  vem a público solicitar à Administração Central da UFRB o restabelecimento imediato da Mesa Permanente de Negociação, para que se possa reiniciar as negociações referentes à Pauta do citado Coletivo, bem como para os acordos de desocupação, ressaltando a necessidade do registro audiovisual das reuniões.

Cruz das Almas, 02 de Outubro de 2011.
APUR – ASSUFBA – Coletivo Estudantil #ParalisarParaMobilizar

Nota à sociedade e à comunidade acadêmica


O documento da Controladoria Geral da União nº 10/2010-APG aponta o superfaturamento e superestimativa de serviços nas obras de construção das unidades de apoio acadêmico no campus de Cruz das Almas e na construção do Hospital Veterinário (concorrência nº 05/2009).
O referido documento mostra “(...) que serviços executados em menor quantidade têm sido faturados na mesma quantidade da licitação, e deficiências de execução e ajustes de projetos têm sido negligenciados (...)”. Isso evidencia o superfaturamento na aquisição de materiais como: aço, telhado, pintura, cimento, piso, janelas, portas e em toda mão de obra executora desses serviços. Enfim, o documento deixa claro que a administração central da UFRB precisa dar explicações à sociedade brasileira.  
Na universidade existe uma comissão de licitação e uma comissão de fiscalização. Portanto, entende-se que a responsabilidade direta por esses indícios apontados é imputada a elas.
O silêncio do corpo docente em suas mais diversas representações, do corpo técnico da universidade e dos referidos diretores de centro diante desses indícios não é justificável.
Assim, convocamos toda a sociedade para que se manifeste e exija explicações imediatas diante do apresentado.

O Movimento Estudantil segue autônomo e em luta!
#ParalisarParaMobilizarUFRB

Cruz das Almas, 03 de outubro de 2011

Ato Público Unificado

Amanhã , 04 , servidores e estudantes da UFBA, UFRB, UNEB, UCSAL, IFBA , IFBaiano e escolas estaduais se encontrarão as 09:00h no Campo Grande, Salvador, para em marcha , rumo as obras da arena da Fonte Nova, se manisfestarem em prol dos 10% do PIB para a educação, contra a intransigência do governo em relação a greve nos IF's e a priorização da copa do mundo em detrimento a educação.



Moção de apoio à ocupação da reitoria da UFRB

Através desta moção, queremos fazer chegar aos companheiros que ocupam a reitoria da UFRB nosso mais irrestrito apoio e solidariedade, principalmente nesse momento tão crítico em que toda a truculência do reitor expressa-se no encerramento de qualquer oportunidade de abrir uma mesa de negociação, deixando cada vez mais clara a necessidade de nos unirmos e fortalecermos a ação direta dos estudantes.
A política de expansão precarizada implementada nos últimas anos no ensino superior brasileiro está dando todos os sinais de esgotamento, fica cada vez mais claro que faltam recursos para manter nossas universidades. Como conseqüência, são dezenas de universidade em que os estudantes estão entrando em luta. Aqui na Bahia não poderia ser diferentes, nas últimas 3 semanas estudantes da UFBA estão em permanente mobilização, além da greve dos IFBAs e sem esquecer que começamos o ano com uma greve generalizada pelas universidades estaduais baianas(UESB ,UEFS,UESC,UNEB)! Não é coincidência, portanto, que em toda a parte as reivindicação tenham tanto em comum.
O que queremos é estrutura física adequada para estudar e políticas de permanência estudantil que ultrapassem a barreira da mera fomalidade, como bolsas, bandejões e moradia para todos. Queremos mais contratação de professores, que são explorados com uma proporção estudante/professor que torna impossível para ambos manter uma relação qualificada entre ensino pesquisa e extensão ! Assim, cada vez há mais luta porque o governo e as reitorias insistem em contrapor expansão à qualidade no ensino. Não compartilharemos dessa lógica.
Por isso, afirmamos sem hesitar que a luta dos estudantes da UFRB é nossa luta – a luta dos estudantes de todo o Brasil.
E a partir dessa moção queremos para além de demonstrar todo o nosso apoio convidar os lutadores da UFRB a se somarem aos lutadores da UFBA, das estaduais baianas, dos IFBA de Salvador, Camaçari, Santo Amaro, dos funcionários em greve dos correios e os bancários, para nos fortalecermos cada vez mais e mostrarmos para nossas reitorias e para os governos estadual e federal que uma educação de qualidade é nossa prioridade e que não há mais como esperar, é 10% do PIB para educação pública já!

Fica o convite pro ato unificado que vai acontecer terça-feira dia 04/10 a partir das 9h em frente a reitoria da UFBA e depois vai seguir até o Campo Grande onde encontraremos estudantes dos IFBAs e outras categorias para seguirmos juntos em uma grande marcha!

Força, companheiros e vamos fortalecer nossa luta juntos!

COMISSÃO EXECUTIVA ESTADUAL DA ANEL BAHIA

domingo, 2 de outubro de 2011

NOTA PÚBLICA: Universidade sem acessibilidade

MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA
NOTA PÚBLICA: UNIVERSIDADE SEM ACESSIBILIDADE
#PARALISARPARAMOBILIZAR

Seguindo o compromisso de construir uma universidade publica de qualidade, entramos com uma ação no ministério publico no dia 30-09-2011, solicitando que as leis de acessibilidade sejam cumpridas na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Segundo o Decreto 5.296 no seu art. 24º.  “Os estabelecimentos de ensino de qualquer nível, etapa ou modalidade, públicos ou privados, proporcionarão condições de acesso e utilização de todos os seus ambientes ou compartimentos para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, inclusive salas de aula, bibliotecas, auditórios, ginásios e instalações desportivas, laboratórios, áreas de lazer e sanitários”.
Os documentos da CGU constatam que a falta de acessibilidade na UFRB decorre, tanto do não cumprimento da lei de acessibilidade, anteriormente citada, quanto da diminuição do tamanho original de algumas edificações da instituição. O que acarreta no agravamento da falta de acesso pleno de pessoas portadoras de necessidades especiais às dependências da universidade. É importante ressaltar que as edificações que tiveram seus tamanhos reduzidos não diminuíram o orçamento para sua construção.  O caso analisado pela CGU não é o único em que as obras não correspondem aos seus projetos. Isso também aconteceu na construção da Residência Universitária do CAHL, cujo projeto previa 100 vagas, mas só terão 44, além do atraso da obra.  
Há na nossa compreensão, negligência por parte da administração da UFRB, tanto por não cumprir a lei de acessibilidade, quanto em prejudicar o acesso pleno de pessoas portadoras de necessidades especiais à universidade. Isso agrava a exclusão de um grupo social no acesso a este espaço. As irregularidades encontradas na execução das obras têm como maior prejudicado o portador de necessidades especiais e mobilidade reduzida, tendo em vista que as poucas residências existentes não estão adaptadas conforme a legislação vigente, assim como todas as edificações da Universidade.
A seguir expomos trechos de um documento do CGU que versa sobre esta problemática:

“A equipe de auditoria da CGU pôde observar que a execução dos módulos tipo 2, letras E e F, foram executados com falhas na fase de locação dos pilares dos galpões que compõem cada módulo. Isso resultou numa execução de dois módulos tipo 2 com área inferior à definida em projeto, reduzindo o valor para sua construção e influenciando na funcionalidade de alguns dos seus elementos. Dessa forma, o módulo E foi construído com um encurtamento central de 0,65m na largura entre galpões e o F com encurtamento de 0,53 m provocando redução na área útil de alguns cômodos, sobretudo dos banheiros dos deficientes físicos [grifo nosso], prejudicando sua funcionalidade, e ficando com conformação física que destoa do recomendado pela NBR 9050-2004. Isso faz com que sanitários talvez não possam mais ser utilizados por pessoas portadoras de necessidades especiais, uma vez que a conformação física dos banheiros construídos não mais permitirá o giro de uma cadeira de rodas dentro do habitáculo dos banheiros, a transferência de um cadeirante para vaso sanitário nas três formas propostas pela norma, e nem o acesso dos mesmo aos lavatórios, pois para isso, é necessário haver largura com dimensão mínima de 1.50m, impedindo qualquer possibilidade de manobra de uma cadeira de rodas na área interna ao banheiro. Outros cômodos também tiveram suas áreas reduzidas, tais como o laboratório 07 e os vestuários/banheiros masculinos e femininos, destinados aos não deficientes. A redução da área da parte central da edificação, que impactou no volume de execução de toda sorte de serviços daquela região, desde as fundações até o telhado gerou diferença a favor da administração a ser compensada, como forma de que seja mantida a proporcionalidade entre área construída e valor pago. Ademais ajustes construtivos devem ser realizados como forma de se conservar a funcionalidade dos banheiros destinados aos deficientes físicos ”.

Ao expor esses fatos intentamos transparecer para a sociedade os atos de má administração da UFRB, reafirmando desta forma nosso compromisso com uma educação de qualidade PARA TODOS.
Continuamos autônomos e firmes na luta!



Coletivo Paralisar para Mobilizar
UFRB, 02 de Outubro de 2011.

sábado, 1 de outubro de 2011

Coletivo de Mulheres


Em uma sociedade de matriz patriarcal, falocentrica, onde o machismo está enraizado, faz se necessário a organização das mulheres, tendo em vista que a elas são destinadas as sanções fruto dessa estrutura. Atentas a essa conjuntura, na tarde desta sexta feira, 30, as mulheres do coletivo #paralisarparamobilizar reuniram-se no bosque, localizado atrás da residência estudantil “hospício”, em um chá para criação do Coletivo de Mulheres da UFRB.

O Coletivo de Mulheres, com nome ainda a ser definido na próxima reunião, objetiva a inserção e o fomento das discussões relacionadas à mulher, a fim de refletir e intervir pela luta de equidade na sociedade.

A idéia dos encontros serem regados a chá não está ligado à reprodução da herança histórico cultural do estereotipo da figura ligada a docilidade, maternidade e subalternidade, mas sim por se tratar de matéria prima acessível e não capitalista, além de proporcionar um clima de roda de conversa, facilitando a troca de experiências pessoais.

A próxima reunião do Coletivo será na segunda, 03, as 17h00minh partindo do anfiteatro da reitoria, rumo ao bosque, e espera contar com toda comunidade acadêmica feminina.



“Quando a mulher avança, nenhum homem retrocede”

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Resposta a reitoria e a sociedade

MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA

Nota pública do coletivo de paralisação
 #PARALISARPARAMOBILIZAR

            Diante das decisões divulgadas pelo reitor da UFRB no dia 26 de Setembro de 2011, deliberamos e entendemos que devemos uma explicação a sociedade e não somente a universidade.
            O primeiro ponto refere-se à formação da mesa de negociação e da câmera Inter setorial. Nesta nota publica, a reitoria avalia que somente estas ações seriam necessárias para a plena comunicação. Esquece-se esta que, a multicampia, um sistema herdado da ditadura militar, onde os campi foram descentralizados serviam apenas para desarticular ideias importantes. Além disso, esta mesma reitoria esqueceu também que os estudante da UFRB ainda estão se organizando. No entanto, para alçar uma discussão foi preciso que embasássemo-nos com documentação necessária para apurar as irregularidades dos campi de Cruz das Almas, Cachoeira, Santo Antônio de Jesus e Amargosa. Ainda neste ponto a reitoria nos acusa de causar “prejuízos” administrativos, financeiros, sociais e acadêmicos. Contudo, avaliamos que o prejuízo maior quem sofre é a sociedade que deposita regularmente pagamentos via impostos e não sabe no que este dinheiro é aplicado. Prejuízo será formar profissionais sem qualificação colocando em risco essa mesma sociedade que não terá o retorno desejado.
            A segunda questão colocada pelo reitor sobre a “ideia fixa” de falarmos somente da PROPAAE, não é descabida. Mesmo sendo pouco mais de 10% da população estudantil da UFRB a usufruir dos benefícios, entendemos a importância e a necessidade dessas politicas afirmativas e o quanto elas precisam ser ampliadas, visto que 70% dos estudantes da UFRB são originários das classes C, D e E, e aproximadamente 80% do corpo estudantil se declara afrodescendente. O que nos espanta é a reitoria utilizar a PROPAAE como manobra de retaliação para com este movimento. O Coletivo insiste em reafirmar que as dependências administrativas necessárias para efetivar os benefícios devem e podem executar suas atividades.
            A terceira questão referente às agressões verbais ocorreu de ambos os lados. Se houve por parte deste movimento atitudes intempestivas pedimos publicamente desculpas. O nosso intuito era nos fazer ouvir diante da impossibilidade de permanecermos no mesmo local para discutir as melhorias que servirão tanto aos professores, servidores quanto aos estudantes. Discordamos ainda da informação que não existe uma representação única por parte do movimento. Temos vinte pessoas (efetivos e suplentes) que estão responsáveis para comparecer a mesa de negociação, sendo que presencialmente apenas dez participam dessas reuniões por vez. Lembramos ainda que o reitor deveria implantar o sistema de negociação proposto em 2008 quando as mesas eram abertas e democráticas congregando todos os estudantes.
            O quarto ponto se refere à palavra “greve”, não estamos fazendo greve e sim paralisação. Não somos remunerados para fazer este movimento que é apartidário, independente e democrático.
            O ultimo ponto trata da dissolução da mesa de negociação por parte do reitor. Nós do Coletivo de Paralisação reiteramos a importância e a necessidade de retomarmos as negociações a fim de estabelecer um diálogo e encontrar soluções acerca dos impasses.
            Informamos ainda à sociedade que a ocupação da UFRB pelos estudantes está fundamentada em documentos da Controladoria Geral da União (CGU) que revelam irregularidades nas obras licitadas até o ano de 2009. Segundo a CGU, os resultados dos trabalhos que constam no relatório nº 245382, foi verificado que não há conformidade entre a documentação apresentada pela UFRB com as exigências do Tribunal de Contas da União (TCU). Foram destinados, através do Programa, "Brasil Universitário", que diz respeito a 87,4% (valor de R $83.945.054,00) dos recursos geridos pela Universidade no exercício de 2009 (total de R$ 96.088.427,00)”. A falta de desempenho da UFRB foi justificada varias vezes por “dificuldades técnicas e gerenciais e da carência de recursos humanos especializados”. Observamos que somente no campus de Amargosa, cujo terreno foi drenado para receber as instalações da UFRB, foram gastos cerca de 9 milhões de reais. Contudo, as instalações/estruturas não correspondem às verbas aplicadas, como exemplo o curso de Educação Física que não possui um complexo poliesportivo que é de suma importância para formação profissional. Já no campus de Cruz das Almas mesmo tendo disponível R$ 1.356.385,52 o complexo de laboratórios de Engenharia Florestal sequer tiveram as obras licitadas. Ainda no mesmo campus, uma verba destinada no valor de R$ 3.839.034,88 para construção do hospital de Medicina Veterinária não foi utilizada no seu total, pagando apenas á empresa o valor de R$ 259.796,97.
            Ressaltamos ainda que os 96 milhões poderiam ter sidos administrados em reformas de prédios já existentes, aquisições de equipamentos, mobílias e outros gastos para a implementação dos campi. Isso sem citar os indícios de superfaturamento nas obras dos 7 laboratórios do campus de Cruz das Almas notificados pela CGU referentes ao relatório de 2010, entregue em março de 2011.  O que nos faz perceber que a falta de laboratórios, salas de aulas equipadas, acervos bibliográficos e outros itens para a formação plena deixaram de ser adquiridos por falta de uma boa administração. Neste momento, estamos nos mobilizando para que os estudantes da UFRB possam efetivamente contribuir para o desenvolvimento do Brasil.
             Queremos profissionais plenos para a sociedade brasileira, não apenas meros reprodutores de ideias abstratas. Continuaremos a divulgar o que está ocorrendo na UFRB para que a sociedade brasileira tenha pleno conhecimento dos investimentos federais. Todos nós pagamos impostos que se revertem em verbas para fazer o Brasil. Os investimentos na UFRB não são diferentes. Queremos uma UFRB decente.




Coletivo Paralisar para Mobilizar
27 de setembro de 2011

ENEM pode não ser realizado na UFRB em Amargosa


Acabou de sair do Campus da UFRB em Amargosa um representante da CESPE/UNB empresa pela qual o ENEM será realizado nos dias 22 e 23 de outubro do referido ano. Segundo o representante da referida empresa o mesmo veio ao Campus da UFRB  verificar a qualidade das instalações após a notícia de desabamento de parte do forro da instituição  (Ver aqui e aqui) onde o Enem será ou seria realizado.

O representante da empresa teve acesso ao Pavilhão de Aulas da UFRB, no entanto o mesmo não obteve acesso direto as salas de aula, uma vez que as mesmas encontram-se em poder da direção do Centro.

Ainda em tempo o mesmo afirmou que existe a possibilidade do Enem não ser realizado na UFRB. Vale ressaltar que esta seria a primeira vez que o referido exame seria realizado em Amargosa.

Por fim foi afirmado que seria enviado para os órgãos competentes um relatório das condições atuais do Campus da UFRB em Amargosa e que só após a analise deste relatório será emitido uma nota oficial.


Fonte: http://amargosanews.blogspot.com/2011/09/exclusivo-enem-pode-nao-ser-realizado.html

NOTA

Movimento Estudantil da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
Coletivo de Paralisação dos Estudantes - Coletivo de Paralisação do CFP

 Hoje, 26 de setembro de 2011, fomos surpreendidos com o fechamento do prédio Administrativo do Centro de Formação de Professores (que não fora ocupado) sob a alegação da Vice-Direção de que os estudantes ocupados no Pavilhão de Aulas do Centro poderiam agredir física e moralmente os funcionários, servidores técnico-administrativos e docentes que utilizam o referido prédio. Externamos aqui o nosso repúdio a esta atitude e pedimos o imediato esclarecimento por parte da Vice-Direção do CFP sobre o ocorrido. Informamos que até o momento não fora emitida notificação pública explicando o não funcionamento do Administrativo. Na oportunidade, tornamos pública a nossa indignação com a tentativa de culpabilizar o Coletivo de Ocupação do CFP pelo desabamento do forro no Pavilhão de Aulas e defendemos uma UFRB não sucateada! Estamos Mobilizados em Luta por uma Universidade Pública, de Qualidade e verdadeiramente Democrática! Coletivo de Paralisação dos Estudantes Amargosa – Bahia, 26 de setembro de 2011

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Nota de Esclarecimento

Na última quarta-feira, dia 21/09, o movimento Mobilizar para Solucionar, contrário a paralisação estudantil, divulgou em rádio local e redes sociais uma reunião que aconteceu em frente ao Pavilhão de Aula II, que recebeu a presença de estudantes, do Pró-reitor da PROPAAE, Ronaldo Bastos, dos Assessores do Reitor, Luiz Flavio Godinho e Charles Carmo e de alguns docentes, inclusive da professora Maria Conceição Soglia, esposa do Vice-Reitor. No momento de voz dos presentes, era possível perceber certo tom de agressividade sempre objetivando o retorno das aulas o mais rápido possível e a qualquer custo. Como encaminhamento da reunião foi deliberado que representantes iriam até a reitoria dialogar com o movimento Paralisar para Mobilizar, tendo em vista a obtenção de espaço representativo na mesa de negociação. Reiteramos que o Movimento Paralisar para Mobilizar sempre esteve e está aberto ao diálogo no espaço de plenária, onde tod@s tem direito a voz e voto e em momento algum vetamos a presença dos companheir@s.
No dia seguinte, esperávamos a presença dos companheiros para que pudéssemos conversar.  Então, por volta das 23:00h  recebemos a informação de que teriam danificado o patrimônio público, arrebentando os cadeados dos Pavilhões de Aulas I e II. Diante disso, alguns estudantes se dirigiram até o local para verificar o que se passava, e ao se aproximarem, reconheceram estudantes que estavam na reunião do dia anterior (Movimento Mobilizar para Solucionar) estes, ao perceberem que foram identificados fizeram ameaças até que um deles ,estando armado, disparou em  direção aos ocupantes que recuaram e acionaram a segurança para que os acompanhassem até o pavilhão invadido.  Os integrantes do Mobilizar para Solucionar fugiram em um carro prata e em motos. Por sorte ninguém se feriu. Nós ocupantes ficamos perplexos diante do ocorrido e nos reunimos em plenária para deliberar as providências cabíveis, e na manhã seguinte prestamos ocorrência na delegacia.
O Movimento Paralisar para Mobilizar repudia, o ato violento de participantes fascistas do Movimento Mobilizar para Solucionar, e todo e qualquer manifestação de apoio por parte de docentes e da reitoria aos mesmos.

A verdade sobre a Mesa de Negociação


No dia 23 de setembro de 2011, aconteceu a segunda Mesa de Negociação, cuja finalidade era discutir a metodologia das Negociações e os critérios (ANEXO) postos pelo Coletivo de Ocupação para a execução das Mesas seguintes visando à agilidade dos acordos da Pauta de reinvindicações. A Reunião, por decisão da Reitoria, ocorreu na PROGEP sem a presença do Grupo de Apoio da Representação Discente e de forma fechada, desconsiderando, pois, a nossa solicitação da abertura das Negociações para a sociedade, o que revela um ataque ao real sentido de uma democracia republicana ao não tratar a coisa pública, no caso, a Educação Pública, de modo transparente. A vocação democrática alegada pela Reitoria apenas se efetivará quando a mesma reconhecer que Democracia não se faz dentro de gabinetes através do autoritarismo do poder institucional, mas sim, a partir da participação popular. Só assim a UFRB será verdadeiramente uma Universidade construída pelo povo e para o povo.
Dados os constantes ataques ao Coletivo de Ocupação, fora necessário iniciar a Mesa tratando dos mesmos. Expusemos a gravidade do lamentável acontecimento da noite de quinta-feira (22/09), na qual um estudante, em ato do movimento anti-paralisação, deferiu um tiro em direção aos estudantes ocupados na Reitoria. Levando em consideração o histórico dos movimentos contra a paralisação, compreendemos que o tiro em questão não é um fato isolado, fruto do acaso e sem nenhuma relação com outros fatos e posturas ideológicas. O lamentável acontecimento está circunscrito em um contexto de frequente criminalização do Movimento de Paralisação e de discursos que incitam o ódio para com os estudantes em ocupação.
Em momento algum publicamos manifestações contrárias à ideologia dos movimentos contrários à paralisação, basta verificar nosso blog oficial e, em contrapartida, a todo o momento o que presenciamos são textos e notas publicados em blogs (vide o blog do Movimento em Defesa da UFRB) e divulgados na lista oficial de e-mails da UFRB, com conteúdos do tipo “Uma minoria raivosa e imatura estrangulou seu próprio movimento e, de maneira irresponsável, criou um impasse que não interessa a absolutamente ninguém.” (...) “é chegada a hora de reagirmos em defesa da instituição, que, com toda certeza, terá uma vida muito mais longa que a de qualquer um de nós”. De qual lado parte, portanto, a investida de fragmentar os estudantes da UFRB?
Prosseguimos a Mesa com a intenção de contemplar os pontos básicos para a manutenção das Negociações, colocando inicialmente em discussão o funcionamento pleno da PROPAAE. A Comissão instaurada pela Reitoria não mostrou flexibilidade para a discussão do ponto e, em quase seis horas de reunião, não conseguimos ir muito além do impasse.
Defendemos o funcionamento pleno da PROPAAE (atualmente estagnada por decisão da Administração, tendo em vista que não ocupamos esta pró-reitoria e deliberamos pelo seu funcionamento durante a Paralisação) enquanto condição sine qua non para a continuidade das Negociações, porque não se trata de um ponto negociável, mas sim do fato de que vários estudantes dependem do auxilio da PROPAAE para a sua própria manutenção material.
A contraproposta da Reitoria, fora a da liberação plena de mais duas pró-reitorias, a PROAD e a PROPLAN, para que a PROPAAE voltasse ao seu funcionamento. Isso significa tornar a ocupação simbólica, o que descaracterizaria o movimento, posto que não garante que a reitoria venha a tratar o movimento com seriedade e se disponha a discutir os problemas desta com a comunidade discente. Defendemos o funcionamento da PROPAAE, pois partimos do pressuposto de que a Universidade Pública deve prezar primeiramente por seu público, estudantes oriundos das classes populares, e assim garantir que a alimentação e a moradia desses estudantes não sejam usadas como moeda de troca.
E é por lutar por uma Universidade Popular digna e de qualidade, que respeita os sujeitos que a constitui que apresentamos à Mesa a seguinte proposta: se, imediatamente, a Reitoria liberar os pagamentos dos auxílios PPQ (auxílios da PROPAAE) daremos início à desocupação gradual e pontual dos setores administrativos da UFRB à medida que a negociação avance. Proposta que revela a flexibilidade do nosso movimento ao compreender o verdadeiro exercício democrático.
A Mesa fora encerrada com a referida proposta. Esperamos que a Reitoria cumpra o acordo e que os demais pontos básicos para as Negociações sejam atendidos. Desejamos a Negociação da nossa Pauta o mais breve possível, mas, para tanto, precisamos assegurar as mínimas condições de permanência.
Apesar de todos os ataques e da postura autoritária por parte da Reitoria, seguimos resistindo e lutando com autonomia e confiança na causa, que não é nossa, mas de toda a sociedade: POR UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA E DE QUALIDADE.
MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA
COLETIVO DE PARALISAÇÃO DOS ESTUDANTES

Nota

O Coletivo de Paralisação dos Estudantes, representado no movimento #ParalisarParaMobilizarUFRB vem reafirmar a disposição em possibilitar o avanço das negociações com a Administração Central. Estamos ocupando a Reitoria e Centros desde o dia 1º de setembro, fazendo cumprir a deliberação da nossa Assembléia Geral dos Estudantes, ocorrida nessa mesma data com participação de mais de 1.000 estudantes de todos os campi. Naquele momento ficou determinado que o processo fosse conduzido a partir da realização da Ocupação/Paralisação/Mobilização. A nossa 1ª Assembléia Geral dos Estudantes foi marcada pelas perspectivas da luta por uma Universidade Popular, pela ousadia de enfrentar as contradições que permeiam a gestão da educação brasileira e pela ação em defesa da luta do povo. “Da Luta do Povo... Ninguém se Cansa!”. Os nossos pontos de pauta são legítimos e, por isso garantimos o máximo empenho na luta por sua consecução plena. Os direitos básicos são inegociáveis!
Reiteramos a nossa intenção em discutir os avanços das negociações e as propostas de consolidação de uma universidade pública e de qualidade. Informamos, mais uma vez, que este coletivo em nenhum momento inviabilizou a realização dos serviços de atendimento direto aos companheiros estudantes, no que diz respeito as políticas de assistência estudantil.
            Continuamos compromissados com a permanência da Mesa de Negociação e, em tempo, convidamos a Administração Central.

O Movimento Estudantil continua autônomo e em luta!!!

Coletivo de Paralisação dos Estudantes
Cruz das Almas – Bahia, 26 de setembro de 2011.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Moção de Apoio


O coletivo Aquenda! De diversidade sexual vem por meio desta manifestar total apoio ao movimento Paralisar para Mobilizar da UFRB, e entende que este movimento é legítimo e pertinente, uma vez que o que se busca é um ensino público de qualidade. O coletivo acredita que a paralisação é sim a última saída para que as reivindicações sejam ouvidas e acredita que a luta é pela coletividade e por isso uni-se ao movimento e se faz presente nas atividades desenvolvidas durante a paralisação.
É visível que esta luta é de tod@s nós estudantes do Brasil em vista ao atual estado da educação. A busca e o ideal de igualdade do Coletivo Aquenda! de diversidade sexual engloba as demandas estudantis e a busca de um ensino público de qualidade. É claro que a situação atual da UFRB é de caos, e em meio a essa desordem é impossível manter as atividades discentes, por isso o coletivo afirma mais uma vez estar junto na luta, e seguir até que nossas reivindicações sejam atendidas!
Atenciosamente,
Coletivo Aquenda! de Diversidade Sexual
“Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”
(Geraldo Vandré)

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Programação dos Centros no dia 08 de Setembro

Programação 08 de Setembro - CFP - Amargosa
7:30 - Espaço Musical
09:00 - Oficina de Jogos - Xadrez , dominó, baralho
11:00 - Informes e avaliação sobre o ato externo
14:00 - Oficina de atividades físicas
16:00 - Mesa redonda sobre Gênero e Sexualidade com Priscila Dornellis e Wanderson Carolzinha Farias
19:00 – Curtas e Docs
 
Programação 08 de Setembro - CCS – Santo Antônio
7:00 -  Produção do almoço comunitário
11:00 – 13:00 – Almoço comunitário na Praça Padre Mateus
15:00 – Assembleia
19:00 – Cultural

Programação 08 de Setembro - CAHL – Cachoeira
7:00 – 8:00 - Yoga no gramado
9:00 – 10:30 – Mesa com o MSTB
10:30 – 11:30 - Exibição e discussão do curta “Sobre memória”
14:00 – 15:00 – Exibição e discussão sobre o filme “Aborto dos outros”
15h - 17h - Discussão e inclusão de pontos de pauta
17h - Início da plenária
Após a plenária - Cultural com Noite Afrobeat

Programação 08 de Setembro - CCAB – Cruz das Almas

MANHÃ - Oficina do ato
TARDE – Ato – Saída do portão principal com destino a Praça Central
CONCENTRAÇÃO: PORTARIA DA UFRB

#Paralisarparamobilizar , MOBILIZE-SE!