terça-feira, 4 de outubro de 2011

RESPOSTA AO DIRETOR DO CENTRO DE ARTES HUMANIDADES E LETRAS

MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA RESPOSTA AO DIRETOR DO CENTRO DE ARTES HUMANIDADES E LETRAS #PARALISARPARAMOBILIZAR 


Professor Xavier Vatim, muito obrigado por propor uma negociação aberta com a comunidade e apontar essa necessidade, principalmente nesse momento, após suspensão do diálogo por parte da administração desta augusta instituição. Vale ressaltar que o coletivo a solicitou desde o primeiro dia de paralisação e até agora tem sido negada.
Convocamos a reitoria e as direções de centros, assim como toda a comunidade do recôncavo para discutir não somente a situação do Leite Alves desde a ocupação, mas também a ausência das licitações do Leite Alves no portal da transparência, tanto da UFBA, quanto da UFRB e seus indícios de corrupção. Colocamos em pauta também as acusações divulgadas pelo movimento estudantil de superfaturamento e outras tantas irregularidades apontadas pela CGU e o reiterado silêncio diante delas de toda a comunidade acadêmica, inclusive da direção do CAHL. Também se faz necessário discutir o projeto de expulsão da comunidade da Sapucaia e da comunidade Quilombola da Baixa da Linha das supostas terras da UFRB.
Assim, solicitamos a vossa senhoria que encaminhe também essa “mensagem pessoal” a toda a administração da Universidade. Vossa Senhoria e todos os demais diretores, professores e a reitoria declaram publicamente por diversas vezes que o nosso proposito nada mais é que discutir um modelo de universidade e reiteraram o quanto nossas reivindicações são legitimas.
Desse modo, o coletivo #ParalisarParaMobilizarUFRB sustenta a necessidade de se discutir a UFRB com toda a comunidade acadêmica e o povo do Recôncavo (chamado por vossa senhoria, de “elementos externos” por participar da paralisação). Por isso, aguardamos a proposta de data.
O Coletivo continua autônomo e em luta!

Coletivo Paralisar para Mobilizar
Recôncavo da Bahia, 04 de Outubro de 2011.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Nota Pública à Comunidade Acadêmica da UFRB

Investindo na consolidação do diálogo entre os três segmentos da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, compreendendo o valor do exercício democrático dentro da Universidade, e reconhecendo a importância do retorno do diálogo, a APUR, ASSUFBA e o Coletivo Estudantil #ParalisarParaMobilizar  vem a público solicitar à Administração Central da UFRB o restabelecimento imediato da Mesa Permanente de Negociação, para que se possa reiniciar as negociações referentes à Pauta do citado Coletivo, bem como para os acordos de desocupação, ressaltando a necessidade do registro audiovisual das reuniões.

Cruz das Almas, 02 de Outubro de 2011.
APUR – ASSUFBA – Coletivo Estudantil #ParalisarParaMobilizar

Nota à sociedade e à comunidade acadêmica


O documento da Controladoria Geral da União nº 10/2010-APG aponta o superfaturamento e superestimativa de serviços nas obras de construção das unidades de apoio acadêmico no campus de Cruz das Almas e na construção do Hospital Veterinário (concorrência nº 05/2009).
O referido documento mostra “(...) que serviços executados em menor quantidade têm sido faturados na mesma quantidade da licitação, e deficiências de execução e ajustes de projetos têm sido negligenciados (...)”. Isso evidencia o superfaturamento na aquisição de materiais como: aço, telhado, pintura, cimento, piso, janelas, portas e em toda mão de obra executora desses serviços. Enfim, o documento deixa claro que a administração central da UFRB precisa dar explicações à sociedade brasileira.  
Na universidade existe uma comissão de licitação e uma comissão de fiscalização. Portanto, entende-se que a responsabilidade direta por esses indícios apontados é imputada a elas.
O silêncio do corpo docente em suas mais diversas representações, do corpo técnico da universidade e dos referidos diretores de centro diante desses indícios não é justificável.
Assim, convocamos toda a sociedade para que se manifeste e exija explicações imediatas diante do apresentado.

O Movimento Estudantil segue autônomo e em luta!
#ParalisarParaMobilizarUFRB

Cruz das Almas, 03 de outubro de 2011

Ato Público Unificado

Amanhã , 04 , servidores e estudantes da UFBA, UFRB, UNEB, UCSAL, IFBA , IFBaiano e escolas estaduais se encontrarão as 09:00h no Campo Grande, Salvador, para em marcha , rumo as obras da arena da Fonte Nova, se manisfestarem em prol dos 10% do PIB para a educação, contra a intransigência do governo em relação a greve nos IF's e a priorização da copa do mundo em detrimento a educação.



Moção de apoio à ocupação da reitoria da UFRB

Através desta moção, queremos fazer chegar aos companheiros que ocupam a reitoria da UFRB nosso mais irrestrito apoio e solidariedade, principalmente nesse momento tão crítico em que toda a truculência do reitor expressa-se no encerramento de qualquer oportunidade de abrir uma mesa de negociação, deixando cada vez mais clara a necessidade de nos unirmos e fortalecermos a ação direta dos estudantes.
A política de expansão precarizada implementada nos últimas anos no ensino superior brasileiro está dando todos os sinais de esgotamento, fica cada vez mais claro que faltam recursos para manter nossas universidades. Como conseqüência, são dezenas de universidade em que os estudantes estão entrando em luta. Aqui na Bahia não poderia ser diferentes, nas últimas 3 semanas estudantes da UFBA estão em permanente mobilização, além da greve dos IFBAs e sem esquecer que começamos o ano com uma greve generalizada pelas universidades estaduais baianas(UESB ,UEFS,UESC,UNEB)! Não é coincidência, portanto, que em toda a parte as reivindicação tenham tanto em comum.
O que queremos é estrutura física adequada para estudar e políticas de permanência estudantil que ultrapassem a barreira da mera fomalidade, como bolsas, bandejões e moradia para todos. Queremos mais contratação de professores, que são explorados com uma proporção estudante/professor que torna impossível para ambos manter uma relação qualificada entre ensino pesquisa e extensão ! Assim, cada vez há mais luta porque o governo e as reitorias insistem em contrapor expansão à qualidade no ensino. Não compartilharemos dessa lógica.
Por isso, afirmamos sem hesitar que a luta dos estudantes da UFRB é nossa luta – a luta dos estudantes de todo o Brasil.
E a partir dessa moção queremos para além de demonstrar todo o nosso apoio convidar os lutadores da UFRB a se somarem aos lutadores da UFBA, das estaduais baianas, dos IFBA de Salvador, Camaçari, Santo Amaro, dos funcionários em greve dos correios e os bancários, para nos fortalecermos cada vez mais e mostrarmos para nossas reitorias e para os governos estadual e federal que uma educação de qualidade é nossa prioridade e que não há mais como esperar, é 10% do PIB para educação pública já!

Fica o convite pro ato unificado que vai acontecer terça-feira dia 04/10 a partir das 9h em frente a reitoria da UFBA e depois vai seguir até o Campo Grande onde encontraremos estudantes dos IFBAs e outras categorias para seguirmos juntos em uma grande marcha!

Força, companheiros e vamos fortalecer nossa luta juntos!

COMISSÃO EXECUTIVA ESTADUAL DA ANEL BAHIA

domingo, 2 de outubro de 2011

NOTA PÚBLICA: Universidade sem acessibilidade

MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RECÔNCAVO DA BAHIA
NOTA PÚBLICA: UNIVERSIDADE SEM ACESSIBILIDADE
#PARALISARPARAMOBILIZAR

Seguindo o compromisso de construir uma universidade publica de qualidade, entramos com uma ação no ministério publico no dia 30-09-2011, solicitando que as leis de acessibilidade sejam cumpridas na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia. Segundo o Decreto 5.296 no seu art. 24º.  “Os estabelecimentos de ensino de qualquer nível, etapa ou modalidade, públicos ou privados, proporcionarão condições de acesso e utilização de todos os seus ambientes ou compartimentos para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, inclusive salas de aula, bibliotecas, auditórios, ginásios e instalações desportivas, laboratórios, áreas de lazer e sanitários”.
Os documentos da CGU constatam que a falta de acessibilidade na UFRB decorre, tanto do não cumprimento da lei de acessibilidade, anteriormente citada, quanto da diminuição do tamanho original de algumas edificações da instituição. O que acarreta no agravamento da falta de acesso pleno de pessoas portadoras de necessidades especiais às dependências da universidade. É importante ressaltar que as edificações que tiveram seus tamanhos reduzidos não diminuíram o orçamento para sua construção.  O caso analisado pela CGU não é o único em que as obras não correspondem aos seus projetos. Isso também aconteceu na construção da Residência Universitária do CAHL, cujo projeto previa 100 vagas, mas só terão 44, além do atraso da obra.  
Há na nossa compreensão, negligência por parte da administração da UFRB, tanto por não cumprir a lei de acessibilidade, quanto em prejudicar o acesso pleno de pessoas portadoras de necessidades especiais à universidade. Isso agrava a exclusão de um grupo social no acesso a este espaço. As irregularidades encontradas na execução das obras têm como maior prejudicado o portador de necessidades especiais e mobilidade reduzida, tendo em vista que as poucas residências existentes não estão adaptadas conforme a legislação vigente, assim como todas as edificações da Universidade.
A seguir expomos trechos de um documento do CGU que versa sobre esta problemática:

“A equipe de auditoria da CGU pôde observar que a execução dos módulos tipo 2, letras E e F, foram executados com falhas na fase de locação dos pilares dos galpões que compõem cada módulo. Isso resultou numa execução de dois módulos tipo 2 com área inferior à definida em projeto, reduzindo o valor para sua construção e influenciando na funcionalidade de alguns dos seus elementos. Dessa forma, o módulo E foi construído com um encurtamento central de 0,65m na largura entre galpões e o F com encurtamento de 0,53 m provocando redução na área útil de alguns cômodos, sobretudo dos banheiros dos deficientes físicos [grifo nosso], prejudicando sua funcionalidade, e ficando com conformação física que destoa do recomendado pela NBR 9050-2004. Isso faz com que sanitários talvez não possam mais ser utilizados por pessoas portadoras de necessidades especiais, uma vez que a conformação física dos banheiros construídos não mais permitirá o giro de uma cadeira de rodas dentro do habitáculo dos banheiros, a transferência de um cadeirante para vaso sanitário nas três formas propostas pela norma, e nem o acesso dos mesmo aos lavatórios, pois para isso, é necessário haver largura com dimensão mínima de 1.50m, impedindo qualquer possibilidade de manobra de uma cadeira de rodas na área interna ao banheiro. Outros cômodos também tiveram suas áreas reduzidas, tais como o laboratório 07 e os vestuários/banheiros masculinos e femininos, destinados aos não deficientes. A redução da área da parte central da edificação, que impactou no volume de execução de toda sorte de serviços daquela região, desde as fundações até o telhado gerou diferença a favor da administração a ser compensada, como forma de que seja mantida a proporcionalidade entre área construída e valor pago. Ademais ajustes construtivos devem ser realizados como forma de se conservar a funcionalidade dos banheiros destinados aos deficientes físicos ”.

Ao expor esses fatos intentamos transparecer para a sociedade os atos de má administração da UFRB, reafirmando desta forma nosso compromisso com uma educação de qualidade PARA TODOS.
Continuamos autônomos e firmes na luta!



Coletivo Paralisar para Mobilizar
UFRB, 02 de Outubro de 2011.

sábado, 1 de outubro de 2011

Coletivo de Mulheres


Em uma sociedade de matriz patriarcal, falocentrica, onde o machismo está enraizado, faz se necessário a organização das mulheres, tendo em vista que a elas são destinadas as sanções fruto dessa estrutura. Atentas a essa conjuntura, na tarde desta sexta feira, 30, as mulheres do coletivo #paralisarparamobilizar reuniram-se no bosque, localizado atrás da residência estudantil “hospício”, em um chá para criação do Coletivo de Mulheres da UFRB.

O Coletivo de Mulheres, com nome ainda a ser definido na próxima reunião, objetiva a inserção e o fomento das discussões relacionadas à mulher, a fim de refletir e intervir pela luta de equidade na sociedade.

A idéia dos encontros serem regados a chá não está ligado à reprodução da herança histórico cultural do estereotipo da figura ligada a docilidade, maternidade e subalternidade, mas sim por se tratar de matéria prima acessível e não capitalista, além de proporcionar um clima de roda de conversa, facilitando a troca de experiências pessoais.

A próxima reunião do Coletivo será na segunda, 03, as 17h00minh partindo do anfiteatro da reitoria, rumo ao bosque, e espera contar com toda comunidade acadêmica feminina.



“Quando a mulher avança, nenhum homem retrocede”